Conheça o SoHo, bairro que serviu de inspiração para o Blink Studio

Quando surgiu a ideia de criar o Blink Studio, uma coisa era certa: Andréa Tessler, sócia do estúdio, queria trazer para o prédio em São Paulo, ares dos estúdios localizados no bairro do SoHo, em Nova York. Um dos bairros mais elegantes da cidade, é repleto de lugares da moda como lojas e restaurantes, e encanta os visitantes e moradores com o verdadeiro charme das ruas de paralelepípedos e arquitetura de ferro fundido que abrigam lofts e galerias.

O SoHo tem uma longa história de inspirar as comunidades criativas de Nova York. Os mesmos lofts que costumavam abrigar fábricas até a década de 1950 são agora o lar de estúdios fotográficos, lojas, restaurantes e galerias de arte. O pé direito alto das fábricas e depósitos abandonados e os aluguéis baratos atraíram artistas para a região nos anos 70. Tanta efervescência cultural e artística chamou a atenção do povo mais descolado e, em meados dos anos 80, viver no bairro ficou muito caro para quem sobrevivia apenas de arte. Com a super valorização, as grandes marcas e celebridades tomaram o espaço.
O bairro é composto por 26 blocos e cerca de 500 edifícios, muitos deles apresentando elementos de ferro fundido, sendo hoje considerada a maior coleção de arquitetura com este material do mundo. Esta área, localizada ao sul da Houston Street (daí o nome SoHo) foi listada no Registro Nacional de Locais Históricos e declarada Patrimônio Histórico Nacional em 1978.

O SoHo é um bairro cobiçado pelos nova-iorquinos em várias esferas da vida. De localização central, é fácil se locomover para outros pontos de Manhattan. As suas ruas parecem um grande estúdio urbano e são largamente utilizadas como cenários no cinema, na publicidade e nos editoriais de moda. É provável que, ao andar pelas ruas do bairro você reconheça algumas fachadas.

Com infinitas opções de compras, gastronomia e entretenimento, a vida no SoHo nunca para. Lá, as grandes marcas como Louis Vuitton,Adidas, Apple, Chanel e Prada convivem com lojas de departamento, ateliês, brechós e barraquinhas de bugigangas, abrigando todos os gostos, estilos e bolsos.

Abrangendo todos os tipos de comida, desde o clássico Balthazar, até ícones instantâneos como o The Dutch o cenário gastronômico do SoHo está prosperando. Se você almeja frango caipira jamaicano ou uma lagosta, você certamente vai encontrar na interminável lista de restaurantes com comida de todas as partes do mundo, bistrôs, cafés, padarias e confeitarias. Há também uma abundância de restaurantes baratos e ótimos lugares de brunch.

A Arte no SoHo

Não dá para falar do SoHo sem falar de arte. O clássico e o contemporâneo se misturam nas ruas e em galerias que vão de cartoons, mundo da música até Picasso, Miró e Chagal. Entre as boutiques, você encontra pequenos oásis de arte contemporânea e reservatórios da história local.

A rua West Broadway abriga boa parte das galerias como a Broken Kilometer, mas o Lower East Side também está recebendo um impulso com rápida expansão de novas galerias. A tradição de artistas que se reúnem a cada fim de semana perto da West Broadway e Prince Street para vender seu trabalho ainda resiste.  E, como se poderia imaginar, a venda de arte na rua tornou-se a sua própria indústria, com regras e táticas que diferem bastante daqueles dentro dos limites de uma galeria.

A fotografia também é um ponto alto do bairro, os lofts espaçosos, com pé direito alto e grandes janelas são potencialmente interessantes para serem utilizados como estúdios. A diversidade do bairro, reunindo todas as tribos também faz a alegria dos fotógrafos. Quem está no SoHo quer ver e ser visto, e nada melhor do que uma lente atenta para clica-lo.

Com a palavra, Andréa Tessler, sócia do Blink Studio.

Por que você se inspirou no SoHo para fazer o Blink Studio. O que tem lá que não pode deixar de ter aqui?

O SoHo é meu bairro preferido de Nova York, que me remete a pluralidade, cultura, arte, arquitetura. E era essa ideia que eu queria para o estúdio: conhecer pessoas diferentes deste universo que se baseia na arte: fotografia. Além disso, a arquitetura do SoHo é especial. O ar fabril que virou cool é encantador e charmoso, algo que era nosso foco ao construir o espaço. Não queríamos apenas uma caixa branca que as pessoas entram, fotografam e vão embora. Queríamos um ambiente em que as pessoas se sentissem bem, vissem a preocupação com os detalhes e tivessem vontade de voltar sempre por se sentirem acolhidas. Buscamos fazer do estúdio nossa segunda casa para que as pessoas tenham essa sensação.

Quais são os seus lugares preferidos no SoHo?

Eu adoro me hospedar neste bairro por ter tudo, melhores lojas e restaurantes, em um espaço contido. Não é preciso andar quilômetros para fazer o que se gosta, como acontece na região próxima ao Central Park. No SoHo tudo é acolhedor, próximo, uma loja do lado da outra. E o gostoso é que se anda na rua, não em um shopping fechado.

Uma loja que eu adoro é a Uniqlo, de origem japonesa com roupas básicas de tudo que é tipo e cor. Onde vou para comprar camisetas básicas, regatas, essas coisas que usamos muito e que aqui é bem caro. Adoro a Rickys também que é só de cremes, shampoos e coisas para o cabelo, sempre passo e faço um estrago. Coisas de mulheres. Para vestidos de festa aconselho a White House Black Market. Os preços são excelentes e a qualidade TOP. Outra loja que adoro passear é a Anthropologie. Sempre inspiradora.

Os restaurantes que gosto são Delikatessen e Mercer Kitchen. Balthazar é sempre um clássico e delicioso. E adoro entrar nos cafés e docerias também, são sempre estilosos como o bairro.


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